terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Curtas & Breves
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Ex-Sporting em destaque
Mota (29 anos)- João Soares da Mota Neto, avançado brasileiro que esteve ao serviço do Sporting de Janeiro a Junho de 2005 (5 jogos na I Liga) emprestado pelo Seongnam da Coreia do Sul - acaba de comemorar a subida à série A do Brasileirão em representação do Ceará Sporting Club.
Clayton (34 anos) - Clayton Ferreira Cruz, avançado brasileiro que esteve ao serviço do Sporting de Julho 2003 a Junho 2004 (8 jogos na I Liga) vindo de uma troca de jogadores com o FC Porto, com Ricardo Fernandes - bisou na vitória do AEL Limassol do Chipre por 3-1 sobre o Nea Salamis em jogo da 10ª jornada da Liga cipriota. O AEL é 6º na tabela e foi o clube onde Daniel Carriço "rodou" em 2007-08.
Amanhã sai o jornal "SPORTING"
Grande entrevista com o capitão João Moutinho e a antevisão do derby de sábado com o Benfica são os destaques do Jornal "Sporting" á venda amanhã nas bancas. 100.000 sócios do Sporting
Amanhã pelas 17 horas no Auditório do Alvalade XXI será apresentado o sócio do Sporting nº 100.000. A efeméride terá a presença do sócio nº 1 Salvador Marques, bem como dos presidentes do Sporting José Eduardo Bettencourt, da mesa da AG do Sporting, José Eugénio Dias Ferreira e do provedor do sócio, Ernesto Ferreira da Silva.Curtas & Breves
domingo, 22 de Novembro de 2009
Brasileirão ao Rubro a 2 jornadas do fim
Sporting de Carvalhal vence primeiro exame
O Sporting venceu os Pescadores da Costa da Caparica (4-1) num jogo interessante e surpreendente.Curtas & Breves
Carvalhal em discurso directo

Não foi a primeira escolha e foi apresentado de uma forma inédita: que leitura faz destes factos? Para cada lugar, aparecem sempre dez nomes. Pela experiência que tenho, sei que 80 ou 90 por cento são especulação. Não sei se sou a primeira, a segunda, a terceira ou a décima quinta... sei que sou o treinador que foi escolhido para treinar o Sporting. De certeza absoluta que não fui escolhido por ter uns olhos muito bonitos, mas acima de tudo por reconhecerem em mim capacidade para liderar este projecto e esta organização, onde vim encontrar um espaço físico fantástico, jogadores muito motivados e desejosos de recuperar o tempo perdido, e uma estrutura de apoio, em termos humanos, muito boa também. O acompanhamento de muito perto do Sá Pinto, que tem sido inexcedível no apoio que nos tem dado, tanto a mim como aos jogadores. Esperemos que, em cada jogo, possamos dar uma resposta capaz de retribuir todo o apoio - manifestamente grande, como ontem [sexta-feira] se pôde constatar na festa do Sporting na Batalha - que os adeptos nos têm oferecido.
Sente-se um treinador com grande tarimba, como disse José Eduardo Bettencourt?
Sou um treinador com tarimba. Não tenha dúvidas disso. Sou um treinador que chega ao Sporting com pontos altos, como nenhum técnico português tinha, nos últimos anos, ao chegar a um clube grande. Depois de cá estar, evidentemente que a facilidade relativa de conseguir títulos é maior. Difícil, com certeza, será ter desempenhos de alta qualidade em clubes pequenos. Tenho o sentimento de que chego aqui com um passado já significativo. E em relação a alguns colegas meus, que são excelentes treinadores, quando aqui chegaram não tinham um ponto de partida como eu tenho nesta altura, em termos de passado. Sinto claramente capacidade para liderar este projecto e sinto também, que as pessoas que estão à nossa volta - que é o mais importante - estão também motivadas para nos ajudar, e sinto que a organização é muito boa e que há um desejo muito grande de retomar a senda das vitórias.
Para si, o convite do Sporting foi uma surpresa?
Surpresa só no "timing". Na generalidade, a nossa sociedade vive muito daquilo que nós fizemos hoje e ontem, e muito menos na semana passada. Se me perguntasse se eu esperava, após a minha época no Setúbal, depois do trabalho que lá fiz, ser convidado por um grande nessa altura? Respondo claramente que sim.
Como foi o primeiro contacto como plantel?
A auto-estima estava muito baixa, mas o desejo de vencer está lá. Tive conversas muito frutuosas com todos os jogadores do plantel.
O que espera trazer de novo?
Em primeira lugar tranquilizar a equipa e aumentar os índices de confiança. Dar uma organização de acordo com a minha ideia de jogo. Vim encontrar um espaço fantástico, jogadores motivados e desejosos de recuperar o tempo perdido. Sá Pinto tem sido inexcedível no apoio a mim e à equipa. Quero retribuir todo o apoio que os adeptos me têm manifestado.
O que espera conseguir fazer no Sporting?
Tranquilizar e subir os índices de confiança da equipa, dar uma organização de acordo com a minha filosofia de jogo e, evidentemente, é importante não dar o segundo passo sem dar o primeiro. O primeiro passo é o jogo da Taça de Portugal, é nesse que temos de nos concentrar, e depois sim temos o segundo passo e o terceiro. Não adianta estarmos a pensar no que vamos fazer amanhã, se hoje não melhorarmos competências e a confiança da equipa, para elevar a sua auto-estima.
A equipa está rotinada a jogar em losango, e fala-se muito que Carvalhal é adepto do modelo 4x3x3. Encontrou no plantel jogadoes com características para poder implantar esse sistema, 4x3x3?
Aquilo que defendo é que as equipas devem ter capacidade de se ajustar, muitas vezes no próprio jogo, a jogar em dois sistemas diferentes. É isso que gosto que as minhas equipas façam. Partindo do princípio que existe um sistema que os jogadores dominam, evidentemente que vamos trabalhar um outro para que possamos, em qualquer momento de qualquer jogo, ter essa opção. A partir daí, é natural que haja algumas alterações em relação à dinâmica da equipa e à forma como se posicionará em campo. Mas ela será sempre em função daquilo que entendermos que é melhor em cada jogo ou em cada momento do jogo.
Paulo Bento não contava com Stojkovic. Conta com ele?
Stojkovic é um guarda-redes do plantel, é um jogador como todos os outros e, evidentemente, conto com todos. Todos somos poucos para conseguir vitórias.
Todos os jogadores partem do zero, incluindo os que tiveram casos disciplinares com o anterior treinador?
Pelo conhecimento que temos do futebol português, e da capacidade técnico-táctica de cada jogador, mentiríamos se disséssemos que toda a gente parte do zero. No aspecto disciplinar, a partir do momento em que estão sob a minha alçada, nesse sentido, partem em plano de igualdade, mas subordinados ao facto de eu conhecer, no prisma técnico-táctico, o trajecto de cada um, em função da sua capacidade.
Assinou até final da época, com mais uma de opção. Isso diminui-lhe a margem de erro, aumenta-lhe a pressão? De forma alguma. Aumenta-me a responsabilidade de demonstrar até ao final da época que tenho capacidade para liderar o projecto e de projectar o Sporting no futuro. Aceitei esse desafio com um sorriso nos lábios e assinei depois.
Falou-se muito do trabalho psicológico que foi feito com os jogadores ao longo da semana. Como é que os encontrou?
Sabemos que a auto-estima não estava muito elevada, mas encontrei-os com um desejo muito grande de vencer. Tive conversas com praticamente todos os jogadores, muito frutuosas em termos da sua visão de tudo. Tirámos algumas conclusões muito importantes, relativamente ao que pensam individualmente e sobre a sua própria dinâmica, em termos de motivação para o futuro. Temos aqui jogadores que querem estar presentes no Mundial, temos jogadores que têm a imagem desgastada por algum descrédito - mas que sabemos que têm muita competência - e que querem rectificá-la. Existem aqui pólos de motivação muito fortes.
Sobre o Jogo contra o Costa
"Sabemos que na Taça de Portugal estes jogos são sempre difíceis, mas temos alguns pressupostos importantes para este jogo: manter um nível de seriedade muito grande, durante todo o jogo, assim como os níveis da intensidade e agressividade constantes, porque é isso o que queremos que seja a imagem de marca da nossa equipa", considerou. Quanto ao modelo de jogo, adivinham-se poucas alterações. "Com tão poucos dias de trabalho e com alguns jogadores a chegarem praticamente hoje [ontem], não faremos alterações de monta relativamente à equipa. Vamos esperar que apareça já uma ou outra coisa em que estivemos a investir, mas, acima de tudo, a parte da motivação, da entrega, da atitude e do querer ganhar e fazer sentir a toda a gente, fundamentalmente retribuir aos adeptos do Sporting, o desejo de vencer".
Devolver a equipa aos adeptos
"Ficarei satisfeito se conseguirmos rapidamente devolver a equipa aos adeptos. Que os adeptos se revejam na equipa, que gostem de a ver jogar e que o grupo compreenda rapidamente as nossas ideias. Com isso fico muito satisfeito e, como disse atrás, não adianta projectar aquilo que vai acontecer daqui a três meses, se não passarmos primeiro pelo nosso dia-a-dia. No final do Campeonato vamos ver aquilo que conseguimos e o trabalho que estamos a desenvolver."
Conversas com Paulo Bento - passagem de testemunho
"Tive oportunidade de conversar com o Paulo, num acto que registo de grande amizade e profissionalismo. Falámos de ideias que o Paulo tinha sobre a equipa, em termos individuais e colectivos, que foram frutuosas. Elementos importantes para mim, e que agradeço ao Paulo e à sua equipa".
(in O Jogo e Correio da Manhã)
Profissionalização da Arbitragem

O presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, defendeu ontem em pleno 1º Congresso Internacional da Arbitragem nas Caldas da Raínha a profissionalização da arbitragem.
OPINIÃO de Luís de Freitas Lobo

O quebrar do gelo
"A entrada para o primeiro treino. A primeira conversa individual com um jogador. Carvalhal assumiu o comando do Sporting e o primeiro encontro, no relvado, foi com um jogador que todos sentem poder mudar o futebol leonino: Izmailov, uma espécie de "quebra-gelo" táctico.
Mais do que o sistema, o novo treinador deve mudar os hábitos tácticos. Isto é, dar novos estímulos e dinâmicas a jogadores que, em quatro anos, caíram numa rotina de movimentos. A melhor forma pode ser a mudança do sistema, mas essa intenção poderá encravar nas características dos jogadores. A solução passa por, respeitando as bases, acrescentar novos princípios de jogo (novos movimentos).
A partir do losango, o onze tem dificuldade em evoluir para outro sistema, sem com isso perder a única possibilidade de ganhar profundidade pelos flancos, que tem que ver com a subida dos laterais. Tanto o 4x4x2 clássico, como o 4x3x3 mais tradicional estão, pelas características dos jogadores, fora de questão. Resta um compromisso entre estas variantes.
Uma espécie de 4x2x3x1, que faça recuar Moutinho para a frente da defesa e dê mais velocidade na saída de bola desde trás, mantendo por perto Veloso. O regresso de Izmailov é a chave para dar nova vida ao meio-campo. Não é um ala, mas joga bem a partir dessa posição, porque faz a bola sair da faixa com muita facilidade. É um flanqueador. Nesta dinâmica, os flancos continuam abertos para os laterais e, do outro lado, pode permitir que Vukcevic, partindo desde a faixa esquerda, passe a maior parte do jogo no local onde hoje seria mais útil à equipa; segundo avançado ao lado de Liedson" (in "Expresso")
Uma opinião interessante!
sábado, 21 de Novembro de 2009
Paulo Bento dá entrevistas

Entrevista ao JN
O que é correu mal nestes quatro meses para sair do Sporting?
Vários factores. Houve, desde o início, uma pressão muito grande sobre a equipa, que acabou por tolher a qualidade de jogo e a confiança dos jogadores. Devido à pressão da massa adepta, em função dos resultados, e por outros factores mais externos, que têm a ver com a forma como o velho rival do Sporting foi andando. Mas também houve pressão interna...
De quem?
Gente com responsabilidades, como o presidente da Mesa da Assembleia Geral da SAD, o doutor Rogério Alves, com algumas declarações que me pareceram fora da sua função e que levam a um clima de maior pressão. Após o jogo com o Marítimo, teve declarações que não trouxeram qualquer benefício para o grupo, que não foram correctas, porque há coisas que se podem tolerar e outras que não devem ser toleradas. Uma pessoa com a responsabilidade dele, não podia, nem devia, ter dito o que disse. Quero acreditar que isso não tem a ver com o que eram os desejos e objectivos dele no clube. Depois, o Sporting é, se calhar, o único que tem uma associação de adeptos, que tem lugar no Conselho Leonino e com o seu vice-presidente atrás de uma baliza, bem vestido, a insultar os jogadores. Não me parece nada normal. Parece-me coisa de gente que se quer servir do Sporting.
O presidente sabe quem são essas pessoas e o que deve fazer?
Não sei se os identificou. Se parar o caminho que encetou, terá mais dificuldades. Se o continuar, vai conseguir ser o que é: sério, frontal e corajoso. Espero que não perca essa coragem. É inteligente para saber de quem se rodeia e vai ter de ter cuidado com alguns abutres que andam à sua volta.
O que faltou para ser campeão como treinador do Sporting?
Faltou maior capacidade da nossa parte, em alguns momentos. Em 2006/07, alguma sorte e sobrou-nos a incompetência de outras equipas. Falo de arbitragens.
Disse que esteve quatro meses a mais. Sentiu o seu trabalho minado?
Não. Estive quatro meses a mais por uma questão cultural, porque o futebol português não está preparado para tanta continuidade. Conseguimos fazer com que o Sporting voltasse a ganhar e a ter princípios. Mas devia ter parado no final da época, por todo o contexto que iria ser criado a seguir, para atingir o treinador, o director-desportivo e o vice-presidente. Não é normal ter gente a pressionar no início da época, quando, no caso do Twente, atingimos o objectivo. Tive o cuidado de alertar, internamente, até os jogadores, de que estava criado um cenário prejudicial. Resultou nestes quatro meses de grande pressão, criada por gente interna. Oxalá o presidente tenha coragem de os denunciar e que esta situação sirva para alguns serem descobertos.
Referiu a existência de um complexo de inferioridade. De quem, em concreto?
Nunca ouvi nenhum jogador, nem ninguém da estrutura, dizer que estava satisfeito com o segundo lugar. O nosso rendimento e resultados foram sempre desvalorizados. O Sporting era segundo porque havia demérito do Benfica, e não mérito nosso. Era a opinião da Imprensa e de muita gente do Sporting, que agora se está a revelar. Existe um complexo de inferioridade, exponenciado pelo que o Benfica está a fazer esta época.
Tendo em conta esse sentimento, o Sporting tem estofo para ser campeão?
Tem estofo e tentou sê-lo neste tempo. O Sporting tem oito títulos desde 1958, logo, o estofo foi diminuindo. Entre 1982 e 2000, não sei se existiu, sei é que não houve títulos. Depois, há os que se deprimiram por só ganharem taças. Nós tentámos que essa cultura, exigência, disciplina e rigor estivessem presentes e, por isso, conseguimos lutar com uma equipa tetracampeã e superar outra equipa, que investiu muito mais do que nós. Se calhar, foi por querermos implementar esses valores que tivemos problemas.
O Sporting precisa de ser mais agressivo e unido enquanto estrutura para poder ser campeão nacional?
Os que estão no clube e que não gostam que a SAD seja um espaço fechado, porque gostam de mandar o seu palpite, acabam por minar o trabalho da SAD. Quando a SAD tiver capacidade de calar e expor essa gente - alguns de fora e outros que estão lá dentro, como o doutor Rogério Alves, que queria um poleiro maior -, vai ter o trabalho mais facilitado.
Quando soube que tinha de sair?
Depois do jogo com o Marítimo. Tomei a decisão com a família e equipa técnica, depois de me aconselhar com o Rui Jorge.
Esperava que as coisas chegassem ao ponto a que chegaram?
Não. Não pelos jogos que perdemos, Braga e Dragão, mas pela forma como não ganhámos e pelo sofrimento que tínhamos para vencer. Não esperava que as coisas corressem tão mal.
Teve conflitos com Stojkovic, Liedson, Vukcevic e Miguel Veloso. Não foram demais?
Não. Os que aconteceram foram resolvidos a favor dos interesses do Sporting. E depois dos jogadores. Os casos de Miguel Veloso e Vukcevic resolveram-se porque se focaram no que tinham de fazer. O mérito é deles. Depois, houve outros problemas em que os jogadores em causa, no momento da saída, tiveram as palavras que estão gravadas. O Sporting, por ser o clube dos doutores, aqui no mau sentido, é muito liberal, por todos gostarem de falar ao microfone - já disse que não são cornetos -, o que leva a mais problemas.
Izmailov, Derlei e Polga fizeram falta?
Izmailov é extremamente importante. Este ano, essa ausência foi mais notada. Derlei, na parte desportiva, fez-nos falta pelo rendimento, maturidade e relação de jogo que tinha com Liedson, mas entendo que o Sporting não tinha condições para satisfazer as suas pretensões financeiras. Polga não estava com rendimento igual, mas, mesmo com limitações, físicas era suficiente.
Que comentário lhe merece a escolha de Sá Pinto para o futebol?
Estava noutras funções dentro do Sporting e vai fazer algo de que estava à espera, se calhar, um pouco mais cedo. Mesmo sendo um consultor externo, trabalhava de alguma forma internamente, ou pelo menos tentava. Comigo, naturalmente, não estaria no futebol. Pode dar algum respaldo, devido à imagem que tem junto a uma franja de adeptos, e alguma tranquilidade ao presidente.
E a escolha de Carlos Carvalhal?
A única coisa que lhe desejo é sorte. Depois, espero que haja paciência e espaço para trabalhar. É uma escolha do presidente e espero que possa ter continuidade.
Quais os momentos que lhe deram maior satisfação nestes quatro anos?
Os títulos ganhos. Fazer parte de uma estrutura competente, solidária e exigente. Ter grupos disciplinados, com carácter, conseguir uma cultura de treino, ajudar na formação de alguns jogadores e potenciar o rendimento de outros. Fica a mágoa de não ter sido campeão. O pior momento foi a eliminatória com o Bayern.
Quando pretende voltar a treinar?
A ideia é não treinar até ao final da época. Quero esse tempo para a família e amigos, mas nunca se sabe o que pode acontecer...
Em Portugal ou numa liga estrangeira?
Há que avaliar os projectos, não os procuro. Há-de chegar a oferta. Não tenho preferência por Portugal, nem nenhuma obsessão de ir para outro grande, selecção nacional ou estrangeiro. Há outros clubes interessantes.
Disse que não queria sair do Sporting directamente para outro grande clube português. Admite treinar o Benfica e o F. C. Porto?
Esses dois clubes estão na mesma medida de todos os outros de que falei.
ENTREVISTA NO RECORD
Record - Está de acordo que o regresso de Rochemback não resultou? Paulo Bento - A vinda dele traduziu-se em dois momentos. A época em que regressou, durante a qual teve um rendimento positivo, ainda que sem ser extraordinário. Ficou, porém, nitidamente marcada pela lesão em Matosinhos, que lhe tirou os últimos 7 jogos do campeonato e roubou a continuidade que podia ter num momento em que estava bem. Ainda assim, fez uma época positiva. Era um jogador que trabalhava bem, que colocava profissionalismo no treino. Esta temporada, em função de sentir que não ia ser primeira opção, optou por chegar a acordo com o clube e sair.
R - O regresso acontece na perspetiva de Miguel Veloso estar a ser valorizado e poder sair... PB - A vinda do Rochemback teve a ver com o critério do que nós pretendíamos em termos de identidade com o clube, competitividade para o plantel e maturidade. Era um jogador que já conhecia o clube, que tinha características importantes, como capacidade e personalidade para ter a bola.
R - Mas Veloso acabou por ser determinante na saída de Roca. PB - Sim, esta época sim, porque a possibilidade da venda do Miguel era uma situação que estava em cima da mesa. Não houve nada de concreto, mas era equacionado. Havia outras hipóteses. Por exemplo, o Roca ficar e aí teríamos de encontrar uma solução para o Adrien jogar. Mas com arranque do Miguel, sendo ele que começou a jogar, invertendo a situação da época anterior, junto com as dificuldades que Rochemback revelou na fase inicial da temporada, também por algum excesso de peso com que apareceu, levou a que ponderasse a saída. Nós aceitámos porque ficávamos com o Miguel e o Adrien. Como primeira opção ficámos com um jogador mais jovem, com características diferentes mas com vontade de jogar.
R - Miguel Veloso foi um dos que chorou baba e ranho com a sua saída, como descreveu Bettencourt? PB - As expressões têm de ser entendidas em determinados contextos. O Miguel teve ao longo deste percurso um rendimento positivo. E só não foi mais positivo porque as oscilações foram muito mais em termos emocionais e mentais do que propriamente em termos de rendimento. Ou seja, foram as oscilações emocionais que lhe provocaram uma queda de rendimento. Só por isso não teve um rendimento excepcional ao longo deste trajeto. As razões que levaram a que ele tivesse essas quebras em termos emocionais são mais abrangentes.
R - Mas sentiu a sua saída? PB - Em relação a essa questão, é verdade que era um jogadores que, num momento difícil, porque foi um momento difícil para todos ou para quase todos - pela emotividade, pela relação de muitos anos, porque era um jogador que estava comigo no Sporting desde 2006/07, mais os juniores -, foi um jogador que sentiu de uma maneira triste a minha saída. Assim como muitos outros. O Miguel é um jogador que tem um talento e uma capacidade técnica enormes e que se não tiver oscilações, poderá ter uma carreira brilhante pela frente.
R - Para além do Stoijkovic mais alguém ficou satisfeito com a sua saída? PB - Não sei se o Stoijkovic ficou satisfeito ou não e sinceramente não me interessa. Acho é que houve um grupo de jogadores que eu tive que abandonar agora, com quem criei afinidades diferentes, mas aos quais respeitei, fui solidário e sério e a quem, dentro da minha competência, tentei ajudar. Se o Stoijkovic ficou satisfeito ou insatisfeito, é-me completamente indiferente. Se me perguntarem a mim se a partir de determinado momento ficaria mais satisfeito se não o tivesse no plantel do Sporting responderia: claramente.
R - Fala-se muito de Caicedo, Ângulo, Postiga, Polga, mas há um jogador que poderia ter dado muito mais e que em Alvalade escapa às críticas. Não devia Vukcevic também ter rendido muito mais? PB - Vukcevic tem uma característica extraordinária: espontaneidade em zonas de finalização. É um jogador que tem cheiro pelo golo. Agora é também um jogador que gerou um esforço tremendo da equipa técnica para o fazer crescer, quer em acções colectivas, quer em acções individuais. Um jogador que tentámos integrar o mais possível dentro da manobra da equipa, pois vinha com um estilo de jogo e conceito de equipa completamente diferente. Aliás, isso tinha-lhe causado alguns problemas na equipa anterior, o Saturn. Ou seja, à parte de outros problemas que vivemos com ele durante este trajeto, é um jogador que em termos tácticos cresceu pouco. E isso porque em muitos momentos não quis crescer mais. Pensava que a qualidade individual lhe chegava. Agora há jogadores que são mais difíceis, não só pela sua irreverência, como também pelo gosto que não têm de aprender. Para aprender é mais fácil gostar-se de futebol e uma das coisas que ele disse numa entrevista é que não gostava de ver futebol... Mas é, de facto, um jogador que tem um ambiente extraordinário em Alvalade, que tem realmente essa espontaneidade, mas não é um grande jogador. Só será um grande jogador quando se conseguir integrar melhor na manobra colectiva. E ele estava a tentar fazê-lo este ano, com alguma vontade.
R - Grimi foi uma aposta sua, que rendeu muito nos primeiros seis meses em Portugal, mas que depois se eclipsou. Como justifica? PB - Foi um jogador contratado em função do que tinha realizado em seis meses, num contexto difícil, como tinha sido a temporada 07/08. Grimi trazia e ainda tem muito daquilo que é a cultura italiana. Esta época, porque a anterior foi quase toda perdida com uma lesão que lhe tirou seis meses de competição, ainda que revelasse já muitos dos problemas que exibiu durante estes quatro meses, demonstrou dificuldade para executar e para decidir em termos ofensivos. Não deixou de ser um jogador de carácter, com predisposição para o trabalho, correcto defensivamente, que cumpre aquilo que lhe é pedido, mas não se libertou em termos ofensivos. Tinha disponibilidade física para o fazer, mas cometia muitos erros técnicos, faltava-lhe confiança. E para a nossa forma de jogar, os laterais eram importantes.
R - Porque é que Varela e Viana não serviam para o Sporting? PB - Quando eu cheguei ao Sporting o Varela estava no plantel. Colocámo-lo a rodar. Depois, dentro da forma que nos jogávamos, Varela sentia-se muito melhor como extremo do que como ponta-de-lança. Por isso nós fomos à procura de outras opções. Não está em causa a capacidade nem o valor do jogador. Simplesmente naquela altura não era um jogador que se enquadrasse na forma de jogar do Sporting.
R - E Hugo Viana? PB - Falo apenas da opção deste ano. As coisas aconteceram já depois da época estar a decorrer e quando soubemos que Izmailov não ia poder jogar. Aí Viana não era um jogador com características para poder fazer a mesma função. Logicamente podem perguntar se Angulo era. Era porque podia fazer os dois vértices laterais do losango.
R - Os reforços foram um grande fracasso? PB - Não. Angulo e Caicedo, mesmo com as dificuldades inerentes a um período de adaptação, não estão de facto a render aquilo que esperávamos.
R - Não acha que já estão queimados? PB - É verdade que às vezes o ambiente pode queimar jogadores e alguns até com futuro promissor. É preciso ter alguma tolerância para jogadores que chegaram num determinado contexto que não lhes foi favorável. O Caicedo está a pagar por ter perdido três oportunidades de golo (Belenenses, Marítimo e Rio Ave), mas tem potencial.
R - E Angulo? PB - Não está a ter rendimento positivo, pois em dois jogos as coisas não saíram bem (Paços e Olhanense).
R - Matías é o único caso de sucesso.PB - Foi o único em que o Sporting investiu dinheiro. Tem uma capacidade técnica extraordinária, agregado a uma enorme capacidade de trabalho no jogo e no treino, grande humildade e vontade de aprender. Sendo o único, o foco ficou todo sobre ele. Isso cria também, dentro do atual contexto, uma pressão acrescida a um jogador que tem 23 anos. Além disso, Matías teve que justificar cada milhão gasto em cada semana que passava. É muito complicado, sobretudo quando é o único no qual o clube investiu.
R - O que aconteceu esta época era expectável, atendendo ao fraco investimento e aposta continuada dos rivais. Como é que achou possível lutar de igual para igual?
PB - O que me fez ficar no Sporting teve a ver com a entrada de José Eduardo Bettencourt para presidente e a continuidade de uma estrutura que ele pretendia manter. Tendo em conta alguma estabilidade do trabalho desenvolvido, até porque em três dos quatro anos estivemos perto de atingir o máximo objetivo - mesmo no ano em que apanhámos a equipa mais ou menos na altura em que o novo treinador agora encontra. Por isso, acreditámos que era possível estar na luta mesmo sabendo que o FC Porto continuava com uma cultura de vitória muito grande e estável em termos de equipa técnica, voltando a investir forte, enquanto o Benfica, tendo ficado sempre atrás do Sporting nas 4 épocas anteriores, tinha repetido um enorme investimento.
R - Acreditava que a estabilidade poderia voltar a dar coisas boas e que o Benfica poderia passar mais um ano sem acertar nas escolhas?
PB - Acreditávamos acima de tudo no nosso trabalho e que poderíamos combater duas equipas que, cada uma à sua maneira, tinha melhores condições que nós. Mas agregado a isso, outras condicionantes a nível desportivo e um determinado ambiente que se criou desde a primeira hora, acabou por afetar essa estabilidade. Por isso digo que estive 4 meses a mais, o melhor momento teria sido o final da temporada.
R - O ambiente criado em redor da equipa foi manipulado ou teve causas naturais?
PB - Houve um ambiente mais legítimo que sei distinguir. O direito das pessoas, durante ou no final de um jogo, manifestarem a sua insatisfação pela produção da equipa e pelo resultado, é normal. Isso só surgiu após o jogo com o Belenenses. Agora, tudo aquilo que foi anterior é que não é normal. Aliás, disse-o numa conferência de imprensa, que não sabia quem eram os atores mas sabia qual o cenário que estava montado.
R - E era...?
PB - Um cenário que pretendeu desde cedo atingir certas e determinadas pessoas, pensando talvez que não atingiria o mais importante que eram os jogadores. O problema é que atingiu toda a gente e numa fase muito precoce da temporada.
R - Mas não devem estar todos preparados para essa pressão?
PB - Todos devemos estar preparados para a cobrança, pressão, insatisfação. Agora é muito mais difícil para um grupo que não tem grande maturidade, combater determinadas situações. Não é normal a receção que tivemos depois de passarmos uma eliminatória (Twente). E não interessa que tenham sido duas ou três pessoas uma vez que quem o fez pensou bem no que queria fazer, foi concertado, não foi espontâneo. Não é normal que após a 1ª jornada do campeonato, empatando fora de casa, o ambiente se tenha repetido com mais gente.
R - O objetivo dessa ação concertada era a cabeça de Paulo Bento?
PB - Não, à partida não seria a cabeça do Paulo Bento. Mas o episódio repetiu-se após o jogo de Florença. Creio que o cenário foi montado e orientado em primeiro lugar para as três pessoas que saíram agora. E fizeram-no de duas maneiras: uma, atingindo o Pedro Barbosa para ver se chegavam ao treinador e outra pelo treinador para ver se atingia as outras duas pessoas. Isso parece-me evidente. A mim, faltou-me capacidade para tirar os jogadores desde ambiente e desta turbulência e colocá-los a jogar de maneira diferente. Mas como é óbvio houve questões exclusivamente desportivas que tiveram como consequência maus resultados e falta de qualidade do futebol praticado.
R - A estratégia, então, resultou!
PB - Não sei. Eu saí pelos resultados e por a equipa não ter capacidade para jogar melhor. A minha saída e a entrada de outras pessoas leva a que o ambiente se acalme, pois se calhar tem a consequência de tranquilizar outras franjas do clube. Essa obrigação eu não a tinha. O que tinha de fazer era treinar e defender os interesses do Sporting e isso acho que fiz de uma forma competente. Depois, preocupo-me pouco com o parecer. Gosto mais de ser do que parecer. Se quisesse sair pelo ambiente que estava criado, poderia ter saído quando viemos da Madeira (Nacional) em 2007/2008, quando invadiram garagem na oitava jornada de 2008/2009 após o jogo com o Leixões, quando parei à porta da academia depois do encontro com o Bayern - e tudo isto com a minha família por perto a assistir. Por isso, não era por 200 ou 300 indivíduos quererem invadir a garagem de Alvalade que eu iria pedir para sair. Passei por outros episódios enquanto jogador e nunca o fiz. Mas digo uma coisa: se um dia o Sporting, pela falta de militância que dizem ter neste momento, apenas tiver 6600 adeptos no estádio e os 6000 conseguirem calar os 600, o Sporting será melhor clube. Eu respeito-os a todos. Mas respeito muito mais os 6000 que pagam a gamebox e têm direito a algumas coisas do que os 600 que ainda recebem alguma coisa em troca e que têm o dever de apoiar.
Record - A dado passo usou a imagem do Titanic e de alguém que saltava para o bote salva vidas. A quem se referia?
Paulo Bento - Foi antes do jogo em Florença, quando se fizeram passar mensagens com o intuito de denegrir e criticar o trabalho do diretor do futebol. E neste contexto algumas pessoas, nomeadamente o presidente da mesa da AG, o dr. Rogério Alves, teve algumas intervenções em que misturava a amizade com o trabalho. Nessa altura, tive o cuidado de dizer que quem estivesse dentro [do Titanic] não se pusesse fora. Essa mesma pessoa, que é uma figura do clube pelo cargo que ocupa e não tanto por aquilo que tenha feito na história do Sporting, pelo menos que eu conheça, teve ao longo destes 4 meses alguns comportamentos que não foram, na minha opinião, nem corretos nem éticos. Concretamente algumas declarações nesta fase final do meu trajeto. Mas eu sei o que me foi dito pessoalmente no passado e o que foi dito atualmente por outra via. Com a responsabilidade que tem, no clube e socialmente, o que disse sobre a tentativa de invasão das instalações do Sporting não me parece minimamente solidário nem correto. A nobreza que ele diz que eu tive na minha saída não foi a mesma que manifestou nestes últimos tempos.
Brasileirinho - Vasco festeja no Maracanã
Na série B do Brasileirão na penúltima jornada disputada hoje souberam-se os "times" que vão subir à série A além do Vascão. Guarani, Ceará e Atlético Goianiense estão de parabéns.sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Curtas & Breves
Ricardo Sá Pinto - director do futebol profissional do Sporting

Grêmio afasta Verdão do Título
Carvalhal - Dias 2 e 3

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Curtas & Breves
Taça de Portugal - Domingo no Restelo
O Sporting vai disputar os 1/16 avos da Taça de Portugal 2009-10 contra o Grupo Desportivo dos Pescadores da Costa da Caparica no Estádio do Restelo, por empréstimo do CF "Os Belenenses".quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Curtas & Breves
Carvalhal - Dia 1
Carlos Carvalhal foi ontem apresentado ao plantel (reduzido pelas presenças nas selecções) na companhia da sua equipa técnica, constituída por Paulo Sampaio "Rifa" e João Mário (adjuntos que acompanham o técnico há anos) e por José Lima e Vítor Silvestre (ex-treinador e ex-técnico de guarda-redes ambos provenientes dos juniores do Sporting).Leões da Serra empatam com Santa Clara
O Sporting Clube da Covilhã empatou (2-2, com golos de Paulo Gomes e Basílio) frente ao Santa Clara. Os leões da serra estiveram a ganhar, mas entre os 41 e 45 minutos da primeira parte sofreram dois golos de rajada com grandes culpas para a defesa. segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Andebol : Sporting vs ABC para a Taça de Portugal
Vasco campeão do Brasileirinho

As hostes vascaínas comemoraram frente ao América do Natal a conquista da série B do Brasileirão (por mim apelidado de Brasileirinho) em pleno Maracanã.
Amanhã sai o jornal "SPORTING"
Entrevistas com o treinador Carlos Carvalhal e o novo director de futebol, Ricardo Sá Pinto são os dois destaques do "Sporting" que sai amanhã. Verde é a cor da esperança
A esperança é própria à vida do homem e o verde é a cor da esperança.terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Ainda há esperança...
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Sporting do nosso desapontamento
O Leãozinho (Caetano Veloso)
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa

