Amanhã o Sporting Clube de Portugal completa 102 anos de história.
Um sem número de referências e de recordações assaltam a minha mente!
José de Alvalade e o Visconde no começo, "Queremos que este clube seja um grande clube tão grande como os maiores da europa"
Francisco Stromp (símbolo do atleta completo) e Jorge Vieira (o eterno sócio nº 1 do Sporting) nos anos dos campeonatos de Lisboa e de Portugal.
Os "5 violinos" (Albano, Vasques, Travassos - o Zé da Europa - Peyroteo e Jesus Correia - idolo do futebol e do hóquei patinado), e aqueles que imediatamente os precederam ou a eles pertenceram, o Pireza e o Soeiro, o Cruz e o Mourão, o Azevedo, o Canário e o Cardoso, o Manuel Marques (mais tarde o massagista das mãos milagrosas), o Passos . Joseph Szabo, o treinador, e Randolph Galloway também. O Felipinho (Óscar Acúrsio), o António Silva e o Artur Agostinho do "Leão da Estrêla" com relato de Pedro Moutinho, na Constituição.
Inauguração do José de Alvalade com Vasco da Gama do Rio de Janeiro.
O Carlos Gomes seguindo a tradição de Azevedo, Juca, Martins, Caldeira, Vadinho, Mário Lino, o Juan Seminário, peruano de estonteantes fintas.
O Sporting de Antuérpia do cantinho de Morais, antes, dos 5-0 ao Manchester com Osvaldo Silva em grande, e dos 16-1 ao APOEL de Chypre e aquela defesa das "quinas" (Carvalho, Pedro Gomes, Alexandre Batista, José Carlos e Hilário). Fernando Vaz, esse "ganso" treinador eterno, e Juca, Fernando Mendes, Figueiredo, o "Altafini de Cernache", o João Lourenço (dos 4 na Luz), Mário Lino, Fernando Peres (o 1º português a transferir-se para o futebol brasileiro no tempo do Péle), o Pérides, o Géo e o Mascarenhas.
A nossa Maria José a cantar a marcha do Sporting do seu tio Frederico Valério.
O Chico Faria e os golos nas finais das Taças de Portugal, o Vítor Damas, e aquela noite gloriosa contra o Rangers que de nada valeu. O Vitorino Bastos "tipo se passa a bola, não passa o homem". Hector Yazalde, o popular "chirola" a marcar com classe - um dos melhores avançados centro do Sporting - Dinis, fazia miséria na extrema esquerda e Márinho (Mário Mateus) a "entrar pelos balneários de cabeça baixa e com a bola perfeitamente dominada", o Fraguito e o controlo do miolo. Inácio, Virgílio, Zézinho e Salif Keita, a pérola africana. O "nosso capitão" Manel Fernandes (o dos 7-1 ao Benfica com Manuel José) que veio da CUF já com o coração de leão. Big Mal (Malcolm Allison), os charutos e a garrafa de Magos e a dobradinha de 82. Oceano Cruz e Carlos Xavier de partida e regresso de San Sebastian (Real Sociedad) para onde mais tarde Sá Pinto foi "desterrado" depois de dar uma galheta no Artur Jorge. Jordão e Oliveira ("por cada leão que caír outro leão se levantará"), que com o Manel faziam um tridente terrível. A cantera em grande: Litos, Venâncio, Morato, Fernando Mendes, Mário Jorge, Paulo Futre. Luís Figo e Emílio Peixe. O Dani, o Porfírio, o Rui Correia, o Freire, o Lima...
Os brasileiros: Luisinho, Duílio, Paulo Silas, Douglas, Silvinho, Mário, João Luís e o Paulinho Cascavel e "siô" Marinho Peres a pôr-nos nas meias-finais da UEFA com o Inter.
Tomislav Ivkovic (dobar dan, kako ste?), o Krassimir Balakov, o Jorge Cadete (depois top scorer no também "meu" Celtic - there's only one, George Cadetté),o Mustapha Hadji, o Ricardo Sá Pinto, o Marco Aurélio, o Stan Valckx, o Beto, o Iordanov (o nosso "mochilas"), o malogrado Cherbakov, Bobby Robson e Carlos Queiroz. Pedro Barbosa, Paulo Sousa e Rui Jorge. Simão Sabrosa de 1998. Finalíssima da Supertaça em Paris (3-0 ao FC Porto, golão de Carlos Xavier) com emigrantes a delirar e "vocês sabem do que é que eu estou a falar" do Octávio Machado, no banco.
Os argentinos de Jozic: Heinze, Duscher, Kmet, Quiroga, Gimenez e Beto Acosta, o matador.
Fim dos 17 anos de espera - Betogol, Iordanov a pôr o cachecol no leão do marquês, André Cruz, Schmeichel, Beto, Mbo Mpenza, aquele extremo De Franceschi e César Prates, Barbosa e Rui Jorge. Augusto Inácio vingou no regresso a Alvalade.
João Pinto e o "filho" Jardel, golos sobre golos. Laszlo Böloni e os seus óculos "televisores" sempre muito calmo e gentleman a levar um banho de Champagne e a ficar que nem um Pinto (não Sá nem João). Sá Pinto, a raça leonina (ainda bem que voltaste), Paulo Bento (e o seu primeiro título), Pedro Barbosa, Rui Jorge, Niculae (1-0 ao FC Porto em Alvalade), Beto (que saudades deves sentir em Huelva) e Quaresma (o mustang).
No Alvalade XXI com o ManU (3-1) Ronaldo carimba o passaporte para Old Traford.
Rochemback (feliz regresso), Ricardo (um benfiquista que virou leão), Anderson Polga (a classe pura), Liedson (resolve em pézinhos de lã), João Moutinho (sempre bem, sempre em pé, sempre a jogar, tipo duracell), Nani (e as suas piruetas - mortais - após marcar), Ricardo Quaresma, Cristiano Ronaldo, Hugo Viana. A final da taça UEFA mal perdida por azelhice do banco, as meias-finais, o golo de Miguel Garcia em Alkmaar e esse benfiquista de coração grande e fraco, Jorge Perestrelo, a gritar "eu te amo Sporting" a plenos pulmões.
Vukcevic (outro leão de garra), Miguel Veloso, Pereirinha e Izmailov - aquela bomba na Supertaça - Tiuí e o "bis" na taça de Portugal, a raça e o querer do Ninja, Caneira (o regresso do filho pródigo). Bento com tranquilidade coadjuvado por Carlos, irmão de Aurélio e pai de Rita Redshoes, e Barbosa. Yannick e os 5-3 ao Benfica.
Carlos Lopes e a Maratona de LA nos Jogos Olímpicos, e as lágrimas a quererem saír quando a bandeira se ergueu ao som da portuguesa, Fernando Mamede recordista mundial dos 10.000 metros, Manuel de Oliveira (4º nos JO Tóquio) e Manuel Faria e as vitórias na S. Silvestre de S. Paulo, os campeonatos nacionais de atletismo a perder de vista, as taças dos campeões europeus de corta-mato, Trindade, Roque, Miranda e Joaquim Agostinho - o "Tino" de Bregenjas -que "fugia" nos primeiros quilómetros das etapas do Tour para "criar mossa" aos Eddy Merckx e aos Raymond Poulidor (que saudades Amadeu José de Freitas), o Marco Chagas e o Sporting na volta à França, a vitória na Taça dos Campeões Europeus em Hóquei em Patins com António Livramento, Júlio Rendeiro, Xana, Ramalhete e cia, o Sporting pós-Sporting de Lourenço Marques com Carlos Lisboa, Nelson Serra, Quim Neves, Rui Pinheiro e o "continental" Encarnação (antes com os irmãos Jones, Kit e Jim, os primeiros americanos no basquetebol português), Carlos Silva referência do Andebol - depois de Bessone Basto, Adão, Manuel Marques e Castanheira - Andorinho, Carlos Ferreira, Jorge Theriaga no bilhar, João Benedicto no futsal, e o inultrapassável Mário Moniz Pereira "o Sr. Atletismo" a quem gerações e gerações de atletas devem o estímulo e o saber - Rui Silva, Obikwelu, Naide, etc. O Aurélio Pereira, o "pai da formação verde e branca".
Esforço, dedicação, devoção e glória





















2.jpg)



